... e a matar mais qualquer coisa ainda (valha a franqueza do entrevistado). Foi isto o que depreendi da entrevista do sr. Presidente da CCIPD, Dr. Mário Fortuna, a um diário regional, no Domingo passado.
O entrevistado acha bem o 3º pacote restritivo anunciado pelo Governo PS (ou “qualquer outro”, como acaba por dizer) porque, em sua opinião: “… é o remédio necessário para que o país retome um percurso sustentável e razoável”. Eu cá por mim, que até nem sou economista, acho que combater o défice com medidas comprometedoras tanto da actividade económica, como da despesa pública em geral, como dos salários ou dos rendimentos mais baixos, apenas permite ao país endividar-se ainda mais e que novas medidas restritivas já tenham de ser programadas para o trimestre seguinte, num ciclo fatal de recessão e instabilidade económica e social.
Opinião
“Considero-me tão deputada dos Açores como qualquer outro”!
Palavras sensatas de Ilda Figueiredo ao Açoriano Oriental desta segunda-feira, aquando da sua passagem mais recente pelos Açores, acompanhada pelo colega de bancada – João Ferreira, também eleito pela CDU ao Parlamento Europeu (PE).
Referia-se ela certamente a um erro conceptual, artificialmente sustentado pela maioria dos média regionais, que consiste no facto de apenas se considerarem no PE, como representantes dos Açores, o deputado do PS - Luis Paulo Alves e a deputada do PSD – Mª do Céu Patrão Neves.
Gostaria de Vos falar da visita de Passos Coelho aos Açores, mas confesso que a tarefa não é fácil, já que, depois dessa visita, os meus ouvidos ficaram cheios de nada, ou melhor, de lugares comuns, de generalidades e descomprometimentos. Fico-me pois por aqui.
Quanto ao Orçamento Regional para 2011, é o próprio Presidente que, em lugar de um orçamento positivo, que combata o abrandamento da economia regional, como permite a Lei, me parece que lhe dá antes uma machadada financeira e diz que não pode apresentar melhor, dadas as incertezas no horizonte nacional. Fico-me para já, também por aqui.
Enquanto há gente que já se atreve a despedir pessoal por SMS, depois de lhes negar o salário durante dois meses, como aconteceu naquela fábrica de calçado, ou outros que vão fazer viagens de cruzeiro enquanto a sua firma passa à situação de insolvência, como aconteceu naquela outra empresa de construção civil, um governo que proclama a defesa do Estado Social pôs, de um dia para o outro, um milhão e trezentos mil pobres a terem de fazer prova pela internet de que são pobres, fechou trezentas escolas e, anunciando uma baixa nos medicamentos, de imediato retirou-lhes as comparticipações do Estado. Em simultâneo, um partido que se diz da oposição e afirma que o governo quer ir aos bolsos dos portugueses, pretende entretanto retirar da Constituição Portuguesa o sistema de saúde e ensino universais, e a proibição dos despedimentos sem justa causa. Apenas me ocorre dizer que, enquanto um trata de matar, o outro trata de esfolar...
Não, não! Não me refiro à Montanha do Pico ou à Lagoa das Sete Cidades, refiro-me a dois excelentes e ciosos promotores de espectáculos em que cada um se esforça por dar lições ao outro sobre a melhor forma de os realizar ou sobre o maior ou menor desperdício dos gastos neles consumidos.
1ª Maravilha - “O meu espectáculo é que é fino e promove os Açores. E tu vens a correr para as filas da frente. O teu, são apenas tascas! E, com isso, gastas p’ra caramba e não pagas quatro milhões aos fornecedores…”
(para mim e para os que por cá andam, com excepção de uns tantos convidados, é que não houve “7 maravilhas” que chegassem. Deve ter sido para preservar a igualdade com os outros portugueses, que apenas as puderam ver nos ecrãs...apesar do espectáculo ser pago por todos nós e de a sua realização se efectuar num local eminentemente público!).
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