Desde 1996, através de diversas e aturadas intervenções de uma comissão eleita em reunião pública, efectuada na antiga fábrica de gelados “Esquimó” - a Comissão de Protecção de Pessoas e Bens da Pedreira do Meio (Santa Clara), e, a partir de 2005, através do grupo de cidadãos Vida Nova e dos órgãos eleitos da nova freguesia de Santa Clara, foi desenvolvida de forma ininterrupta (até hoje) uma prolongada batalha pela segurança pública e pelo ambiente, com vista à deslocalização das instalações de combustíveis da Bencom para fora do perímetro urbano de Santa Clara.
Opinião
Há um mês e meio atrás, a propósito do destino futuro das Lajes como
base de treino para caças americanos de última geração, escrevia nesta
coluna este vosso criado: “…Ignorando as vantagens da cooperação
pacífica com outros estados e alinhando potencialmente com políticas
belicistas de âmbito mundial, os Açores e o País foram, neste caso, mais
papistas que o papa, mas ficaram, ao que tudo indica, de mãos a
abanar…”
PRESIDENCIAIS – Porque é importante que isso
não fique no silêncio e, antes, seja sufragado nas presidenciais, a
candidatura apresentada anteontem pelo PCP terá algo mais a dizer sobre
as actuais políticas do PS, no essencial apoiadas expressamente pelo
PSD, do que simplesmente afirmar-se (de boca fechada em relação a
muitas matérias incómodas) à esquerda da candidatura de Cavaco e Silva,
como farão certamente Defensor de Moura, Manuel Alegre ou Fernando
Nobre...
Rui Bettencourt, Director Regional do Trabalho, achou justificado vir a
público anunciar este mês, qual importante vantagem das políticas
regionais face ao contexto nacional e europeu, que, ao contrário do
País e da União Europeia, o desemprego masculino era, pela primeira vez
nos Açores, superior ao feminino.
A política
sangrenta (também conhecida por guerra) está aí todos os dias, em
diversos campos de intervenção espalhados pelo mundo. Nunca é demais
lembrar ser a política que, invocando as circunstâncias, determina a
guerra, e que esta por sua vez, da parte de quem a determina (chamando-a
em geral boa) é sempre ofensiva e, para além da maior ou menor
destruição que provoca, é criminosa porque mata sempre mais ou menos de
forma indiscriminada, mais ou menos de forma massiva, humanos à ordem de
humanos. Por isso a guerra, qual extensão sangrenta da política, é
anti-humanista por natureza e deverá (terá) de ser abolida, como
condição de segurança, e mesmo de sobrevivência, da humanidade.
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