Ao contrário do resto do país, Madeira incluída, a suprema dependência objectiva que a Região (arquipelágica, distante e pulverizada) tem dos transportes, é um constrangimento permanente que se repercute, da pior forma, em toda a vida económica e social dos açorianos.
Opinião
Aos 87 anos, deixou-nos um dos mais geniais autores dos países de
língua portuguesa. José Saramago, homem apaixonado pela vida e pelo que
ela proporciona, permitiu-nos apreciar uma obra magnífica, que lhe valeu
o primeiro Prémio Nobel da história da literatura portuguesa, no ano de
1998.
O Sr. Professor-comissário europeu Olli Rehn, com uma desfaçatez e falta de rigor que só a impunidade pouco democrática do cargo torna possíveis, virou-se para os manos portuguesinho e espanholito, e disse-lhes: “Meus meninos, vocês não sabem a lição nem apresentaram os trabalhos de casa. Que é feito dos cortes nas pensões e nos direitos dos trabalhadores que eu vos mandei fazer?”
Para quem nos últimos tempos dava como certa
uma posição de conformismo, inércia e letargia dos trabalhadores
recentemente atingidos pelas aplaudidas (por alguns) medidas de
austeridade, a manifestação do recente dia 29, a maior desde há várias
décadas, que juntou conscientemente mais de 300 mil pessoas contra as
políticas do PS e do PSD, é a prova provada de que os portugueses estão
prontos para lutar pelos seus direitos, e preparados para avançar com
todas as iniciativas legais possíveis, de forma a serem contrariadas as
injustiças inscritas no Orçamento de Estado, no PEC e, mais
recentemente, o Plano de Austeridade.
Em 1996 um novo ciclo se abre para os Açores, o PS chega ao poder, e o
processo de privatização do BCA, iniciado pelo PSD, completa-se. Horácio
Roque, à sombra da 4ª revisão constitucional que, com o apoio do PS,
PSD e CDS, acabou com a obrigatoriedade de certos sectores económicos
permanecerem em mãos públicas, toma posse de um instrumento estratégico
para os Açores: a banca regional!
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