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Opinião

2011-12-06 09:15

As crises autárquicas

José Decq MotaNeste tempo de permanente crise começa a ver-se, de forma clara, que também existem crises económicas, financeiras e políticas em vários Municípios dos Açores.
A senhora Presidente da Câmara Municipal de Angra anunciou, há poucos dias, a sua demissão, invocando razões pessoais. No entanto a forma como tem decorrido o mandato da Câmara de Angra legítima e obriga a que se conclua que as razões de fundo são fundamentalmente políticas.

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2011-11-23 18:59

Porque aderi

Mário AbrantesPorque o governo me acusa, como a muitos dos meus compatriotas, de viver acima das minhas possibilidades, para me tirar possibilidades de viver;
Porque o governo me acusa, como a muitos dos meus compatriotas, de ter acumulado uma dívida monstruosa, quando governou trinta anos a sustentar mordomias, corrupção, acessorias de luxo, compadrios e “jobs for the boys”;
Porque o governo me condenou, como a muitos dos meus compatriotas, a suportar pela austeridade os encargos de uma dívida sem explicar como foi contraída e mostrando-se tolerante perante os seus criminosos contraentes e os agiotas que com ela enriqueceram e enriquecem;  
Porque o governo me acusa, como a muitos dos meus compatriotas, de falta de produtividade, enquanto se empenhou e empenha desde há três décadas a desmantelar as pequenas e médias empresas e a economia produtiva nacional;

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2011-11-22 10:29

Mário Machado Fraião

José Decq MotaO poeta Mário Machado Fraião, prematuramente falecido em 8 de Novembro de 2010, foi há alguns dias evocado na Horta, terra onde nasceu e cresceu. Essa evocação aconteceu na apresentação pública do seu último livro de poesia, “Antes Que O Sol Acabasse”, ultimado em Maio de 2010, mas que o Poeta não teve, infelizmente, tempo de publicar. A família de Mário Machado Fraião, com destaque para o seu Pai, Mário Mesquita Fraião, em boa hora decidiu promover a edição desta obra, que tal como as restantes, nos revela uma poesia sólida e bela e um poeta muito seguro e de elevados méritos.

A sessão de lançamento do livro foi, de facto, uma magnífica e oportuna sessão de evocação do poeta, de divulgação da sua poesia e de homenagem à pessoa desaparecida. Largas dezenas de pessoas, que encheram por completo o auditório da Biblioteca Pública e Arquivo da Horta, tiveram ocasião de ouvir uma vasta selecção de poemas de Mário M. Fraião, de ouvir e sentir o emocionado mas muito lúcido depoimento do seu Pai e recordar de forma sentida o Amigo que, quase todos os que lá estavam, perderam tão cedo.
Na sua intervenção Victor Rui Dores, que apresentou o livro e organizou a sessão, lançou o justo apelo para que se conjuguem esforços no sentido de ser promovida a edição de um livro que proceda à compilação da obra poética e outros escritos de Mário M. Fraião. Estamos a falar de um poeta açoriano com vasta obra, com presença em diversas e prestigiadas Antologias e estudado em pelo menos três Universidades. Estamos a falar de um Homem que quis e soube dar-se aos outros, pela Arte, durante um percurso de vida, nem sempre fácil, mas sempre empenhado nas causas nobres do seu tempo. Por tudo isso espero que esse apelo gere uma rápida concretização.

Artigo de opinião de José Decq Mota, publicado em 20/11/2011

2011-11-19 15:28

Selvajaria política

Mário AbrantesTodos criticam um membro do grupo dos primitivos que se apossou do poder em Portugal, a mando da troika, no caso em apreço com funções delegadas pela finança europeia para a área ministerial da economia, denominado Álvaro Santos Pereira, pelo facto de ter garantido que 2012 marcaria o fim (bom, melhor explicado: o princípio do fim) da crise.

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2011-11-18 15:11

“Missão cumprida”?

José Decq MotaVolto à questão do serviço público regional de televisão para comentar aquilo que se conhece, referente às Regiões Autónomas, do relatório do grupo de trabalho nomeado pelo Governo para estudar e propor soluções tendo em vista a reestruturação do serviço público de comunicação social. Volto à questão e digo desde já que o faço com indignação, pois esses cavalheiros o que de fundamental dizem sobre a RTP/A e RTP/M é que “já cumpriram a sua missão”.

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