Se um desempregado inscrito no fundo de desemprego, na semana das
Festas do Senhor Santo Cristo e na anterior, não provou à Segurança
Social que procurou emprego activamente, ou melhor, mesmo que o tenha
feito, ou mesmo que tenha arranjado um gareto na instalação das luzes
no Campo de S. Francisco, deixou de se apresentar na Segurança Social e
de comprovar perante ela que continua desempregado, cessa de contar
oficialmente para o número de desempregados, e a estatística de
imediato dá conta disso mesmo, afirmando que o número de desempregados
diminuiu (só este ano, além do número crescente dos apresentados, já há
mais de 115 000 desempregados “desaparecidos” em todo o país...)
Opinião
Numa visita recente à Região Autónoma dos Açores, a eurodeputada Ilda
Figueiredo fez questão e teve a oportunidade de reunir com vários
responsáveis locais e regionais dos mais variados sectores de
actividade.
Percorreu, com o candidato da CDU a eurodeputado, Carlos
Ribeiro, professor da Universidade dos Açores, várias ilhas do
arquipélago e inteirou-se dos problemas que empresários, agricultores e
pescadores entre outros, sentem, na realização e comercialização da sua
actividade, onde factores como a insularidade e ultraperiferia são
agentes impossíveis de contornar.
As eleições para o Parlamento Europeu, mais conhecidas por eleições
europeias, começam a motivar comentários, declarações, tomadas de
posição e “jogadas” que mostram, realmente, a natureza complexa destas
eleições.
Desde logo vai votar-se para um Parlamento que tem poucos poderes e onde as forças ao centro são iguais (PSE e PPE). Vai votar-se para um Parlamento de uma instituição multinacional que está a a ser construída à margem dos Povos, querendo a elite eurocrata dominadora impor reduções sérias de soberania e, principalmente, impor um modelo estático de exploração de quem trabalha.
1. Ao abordar neste momento as problemáticas ligadas e tradicionalmente
lembradas nas comemorações do Dia do Trabalhador, abandono,
deliberadamente, qualquer tom comemorativo e assumo uma postura
reivindicativa muito marcada: são precisas políticas de combate à crise
que dêem valor ao trabalho, que reconheçam os trabalhadores como parte
determinante dos processos socioeconómicos, que abandonem, claramente,
o objectivo de injectar capital no sistema financeiro como forma de
salvar as grandes fortunas e de manter, agravando, o inaudito grau de
exploração da força do trabalho a que assistimos.
É já no próximo sábado que festejamos os 35 anos da Revolução dos cravos, momento alto de emancipação do povo português.
Aquele momento, ímpar na História recente portuguesa, culminou com o fim de 48 anos de fascismo, que tanto mal fez (e continua a fazer) a Portugal e aos portugueses.
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