"Linhas soltas, respigadas da
proposta de Plano Anual, esta semana em discussão na Assembleia
Legislativa da RAA, as quais primam pelo acerto do diagnóstico e de
soluções que se impõem para os Açores.
“…O empreendedorismo é peça-chave do progresso
económico e social…”, em contrapartida, “…o conceito de emprego
torna-se cada vez mais obsoleto…”! De um lado a “ousadia e a ambição”,
que é necessário incentivar e premiar, do outro as estruturas arcaicas
das relações de trabalho, que revelam “conformismo”, e é preciso
rejeitar. Expressões e pensamento do Sr. Presidente da República, esta
semana noticiados. Expressões e pensamento que nos assolam os ouvidos
todas as semanas, vindos de muitas outras fontes, em especial daquelas
que pretendem formar opinião e modelar consciências. Portanto,
empreendedorismo e ambição, sim! Emprego, não! Lógica arrasadora…
Apresentou o PS/A há dias, mesmo antes das suas jornadas parlamentares, uma meia proposta a propósito de um suposto regime de incentivos à estabilidade e fixação de pessoal docente e não docente, nomeadamente relativo à área da Educação Especial, na qual a região é extremamente deficitária. Este ante-projecto de decreto legislativo regional, avançado à comunicação social como quem tira um coelho da cartola, parece ser mais uma medida avulsa com o intuito de tentar estagnar as críticas e reivindicações dos professores em geral, e dos docentes (especializados ou não) que trabalham com crianças com necessidades educativas especiais, em particular.
Celebração da Europa reunificada. 20 anos sobre a queda do Muro de Berlim. Vá-se lá saber porquê, mas foi uma festa desproporcionada, bem superior e mais internacionalmente emoldurada que aquela outra, já corriqueira (?) e humilde, da celebração do armistício que pôs fim à mais violenta, sangrenta e mortífera guerra suportada pela humanidade (e pela Europa em particular): a 2ª Guerra Mundial...
O contribuinte pagou pela nacionalização do BPN e vai pagar agora pela respectiva reprivatização, sem que tenha tido uma palavra sobre o assunto. Armando Vara, arguido, quiçá envolvido nalgum braço do polvo “face oculta”, esteve até agora no Millennium BCP. É esta a face de uma banca que o actual sistema político sustenta.