A situação económica e social tem vindo a agravar-se com o aumento generalizado do custo de vida, da exploração e das desigualdades. A perda de poder de compra sentida pela generalidade dos açorianos não poupa sequer os que mais contribuem para o crescimento da economia da Região.
Apesar dos transportes serem um sector estratégico primordial para a nossa Região, as políticas seguidas a nível regional fizeram com que justamente este se tornasse um dos principais fatores de estrangulamento das atividades económicas. A gestão danosa dos sucessivos governos regionais, tantas vezes imposta contra a opinião dos próprios trabalhadores da companhia e dos agentes económicos da Região, fez com que o grupo SATA chegasse a uma situação económica insustentável.
O direito ao transporte e à mobilidade tem sido descurado ao longo dos anos em benefício de vários interesses económicos e financeiros, seja nos transportes aéreos, seja nos terrestres ou marítimos. A situação actual comprova a ausência de uma política dirigida à garantia de transportes públicos de qualidade, regulares e a preços acessíveis, negando um direito fundamental dos açorianos, que tanto dependem destas condições para avançar. Esta parca mobilidade vai subsistindo com elevados custos sociais, económicos, energéticos e ambientais, e afeta negativamente a coesão territorial.
A intervenção da CDU, denunciando ao longo dos anos a falta de resposta ao problema dos transportes, e exigindo investimentos e redução dos preços, foi e é fundamental para uma maior consciencialização da importância desta dimensão para a vida de todos os açorianos.
O PCP reuniu com o movimento cívico de “Reformados da SATA”, a pedido deste, para dar a conhecer as principais preocupações deste grupo de cidadãos face à atual situação do Grupo SATA.
As críticas apresentadas são muitas e resultam, essencialmente, da ausência de uma estratégia do representante do acionista – o Governo Regional. A situação está de tal forma grave que pode ser todo o Grupo SATA que está em causa, com o prejuízo que daí resultará para a região, já que a SATA é um pilar estruturante da autonomia regional e um instrumento fundamental na economia e condições de vida dos açorianos.
O PCP considera urgente resolver a difícil situação financeira, que resulta da instrumentalização da companhia para servir clientelismos e propósitos eleitoralistas, sendo que a privatização apenas agravará as contas da SATA e da Região, com um serviço pior daquele que é hoje prestado.
A CDU/Angra do Heroísmo criticou a política camarária de estacionamento, que muito prejudica quem vive no concelho. Para além de não resolver o problema, torna-se financeiramente pesada para os munícipes, ao mesmo tempo que não dá alternativas a quem precisa de vir a Angra do Heroísmo. Denunciando que os Angrenses não foram envolvidos na decisão, a CDU criticou a falta de redes pedestres e uma política de transportes públicos que não dá resposta às necessidades dos cidadãos, salientando que o contrato com a empresa que gere o estacionamento só se pode explicar por interesses que não são os da câmara ou dos munícipes, defendendo que estes sejam substituídos por outros que dêm resposta aos problemas vividos no concelho.