Um dia mais tarde, se as actuais políticas europeias não se alterarem, em nome do que resta da soberania nacional, contraposta à intolerável chantagem dos mercados (bancos, companhias de seguros e fundos), Portugal, para continuar Portugal, poderá ter de passar por algumas decisões difíceis (assim apelidadas pelo acto de rebelião nelas implícito) como a promoção de uma auditoria à sua dívida externa e o esclarecimento público da respectiva natureza, com a finalidade, não de fugir ao que deve, mas de apurar o que é dívida legítima e o que é dívida especulativa, fazendo cair sobre esta última o anúncio unilateral de incumprimento programado, bem como, nalguns casos, a suspensão de pagamentos, renegociando os respectivos montantes e prazos.Opinião
Um dia mais tarde, se as actuais políticas europeias não se alterarem, em nome do que resta da soberania nacional, contraposta à intolerável chantagem dos mercados (bancos, companhias de seguros e fundos), Portugal, para continuar Portugal, poderá ter de passar por algumas decisões difíceis (assim apelidadas pelo acto de rebelião nelas implícito) como a promoção de uma auditoria à sua dívida externa e o esclarecimento público da respectiva natureza, com a finalidade, não de fugir ao que deve, mas de apurar o que é dívida legítima e o que é dívida especulativa, fazendo cair sobre esta última o anúncio unilateral de incumprimento programado, bem como, nalguns casos, a suspensão de pagamentos, renegociando os respectivos montantes e prazos.
Atravessando-as, nelas se entrosando e delas alimentando as suas fileiras, por três gerações passou já, intervindo continuada e persistentemente na sociedade portuguesa desde Março de 1921, um partido político português que no próximo domingo comemora o seu 90º aniversário.Estando a falar de um partido político igual aos outros perante a lei hoje em vigor, só por esta constância, não é definitivamente um partido igual aos outros aquele de que, afinal, estamos a falar. Trata-se de um partido que, em lugar de desaparecer, atravessou vivo, activo e revigorado um período de 48 anos de proibição da própria existência e de violentas perseguições aos seus membros clandestinos, isto é, atravessou um período de 48 anos fora da lei e contra o sistema.
Como todos nós sabemos o mar dos Açores é uma das nossas importantes riquezas, que a par do turismo e da agricultura, nas suas diversas valências, é um pilar fundamental da economia Açoriana.Gerir um sector como as pescas não é tarefa fácil e geri-lo bem, tendo em conta o presente e o futuro, exige um profundo conhecimento da realidade, bem como um imprescindível apoio científico. Nos últimos anos o tempo invernoso, que praticamente desde Outubro/Novembro até Abril/Maio impede os pescadores de saírem regularmente para o mar, pese embora o facto de as embarcações que agora dispomos estarem devidamente concebidas e equipadas para o mar onde navegamos, faz com que os proventos da actividade da pesca sejam parcos.
O que se está a passar em muitos países árabes revela desde logo que os domínios absolutos e brutais não são eternos e que os povos não se conformam com situações onde a enorme exploração, geradora de uma generalizada pobreza, está associada a uma muito dura repressão e a um enorme desprezo pelos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos.O que se está a passar deixa também totalmente clara a profunda hipocrisia política do chamado mundo ocidental, com os Estados Unidos e a União Europeia à cabeça, que de apoiantes fortíssimos dos ditadores que já caíram ou que ainda governam sob fortíssima contestação, passaram, instantaneamente, a assumir-se como paladinos de uma “democratização” que não ponha em causa o domínio que exercem sobre essa parte do mundo.
A necessidade de “reformas de fundo” (e até de “ruptura”), trazidas a debate público por Passos Coelho, caem como sopa no mel na consciência de quem (embora já não vote, ou nunca tenha votado, por desinteresse), vê objectivamente transferidos para si às carradas, provenientes de direcções várias, os encargos de uma política à qual cada vez é mais alheio e sobre a qual raramente é chamado a pronunciar-se, mas que, atendendo à profundidade e dimensão daqueles, pressente ser profundamente injusta.
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