O deputado do PCP na Assembleia Legislativa Regional está esta semana de visita à ilha de São Jorge com vários encontros agendados com os principais setores da economia jorgense.
João Paulo Corvelo reiterou que o partido comunista está completamente disponível para apoiar a ilha de São Jorge nos mais diversos setores e nos vários pontos da ilha.
O Secretariado da Direção da Organização da Região Autónoma dos Açores do PCP (DORAA) esteve reunido no passado fim de semana, na cidade da Horta, para discutir e examinar os principais traços da situação política, social e económica regional e definir as orientações fundamentais para o trabalho partidário e institucional.
Reafirmamos a necessidade, o compromisso e a prioridade de intervenção política e institucional sobre as questões do desemprego e do trabalho com direitos, do combate à precariedade laboral, do combate à pobreza e à exclusão social, da valorização salarial, dos rendimentos das famílias, dos complementos regionais da coesão, de justiça e desagravamento fiscal, e da dinamização do mercado interno. Contribuindo, assim, para a revitalização da economia regional, particularmente do seu sector produtivo, e para a diminuição da sua dependência externa.
A contenção salarial generalizada e as reduções salariais, com a subsequente redução do rendimento disponível têm, nos Açores, um efeito ainda mais profundo, considerando a grande disparidade entre os rendimentos dos trabalhadores açorianos e os de outras regiões do país. Cresce a desigualdade de que são vítimas os trabalhadores açorianos, que têm de suportar também um custo de vida agravado pela insularidade e agora pelo turismo com rendimentos reduzidos e aumenta assim a disparidade remuneratória, com prejuízo da coesão social nacional.
Na reunião do Secretariado da DORAA do PCP, analisou-se a situação das famílias e dos trabalhadores açorianos, com particular incidência para o encerramento da COFACO do Pico. Apenas nestes últimos tempos, foram na região mais de 300 trabalhadores despedidos com o encerramento da COFACO do Pico, da SOMAGUE e da SINAGA, numa dramática demonstração da falência governativa nos Açores. Estes encerramentos trazem consigo um aumento da concentração da riqueza regional, espelhados no crescimento e expansão dos principais grupos económicos da região, e que têm como consequência a aceleração da degradação económica e social.
Desemprego e pobreza é o que oferece a política do Governo Regional (GRA). O PCP/Açores recorda que o Governo Regional sabia da situação há muito tempo, preferindo manter segredo - inclusivamente ocultando ao PCP, no Parlamento, já ter conhecimento da intenção de encerramento e despedimento! Este desrespeito por quem trabalha demonstra bem quais são os interesses que o GRA prefere representar! Em todo este processo, bem como nos sucessivos Orçamentos regionais, está do lado dos grandes grupos económicos regionais - financiando empresas como a COFACO com dinheiros públicos.
Também no setor público empresarial a situação não é positiva, com passivos que, ano após ano, criam dificuldades à economia regional, e à vida de quem reside nos Açores. A opção de privatizar estas empresas já demonstrou ser contrária ao interesse dos Açores e dos Açorianos! O que é necessário é sanear financeiramente estas empresas, para que sejam capazes de cumprir as suas funções.
Para o PCP/Açores, o futuro da região tem de passar pelo combate à pobreza, começando por melhores salários e remunerações, por emprego estável e com direitos, pelo alívio das despesas das famílias e pela defesa da produção regional.
Na intervenção num debate sobre o futuro da Investigação Política de Ciência na Região, o Deputado do PCP, João Paulo Corvelo, afirmou:
"Foi com alguma surpresa que se tornou do conhecimento público o eventual encerramento do IMAR – Instituto do Mar. Para o PCP é fundamental e estratégico que este pólo de investigação marinha prossiga o seu trabalho na cidade da Horta e apetrechado de todos os meios técnicos e humanos.
Perante as dúvidas que subsistem sobre o futuro do IMAR, é necessário existir um esclarecimento claro sobre qual o futuro da investigação no pólo da Horta da Universidade dos Açores. É necessário saber se estão assegurados todos os meios técnicos e salvaguardados os postos de trabalho e os direitos dos trabalhadores no suposto período de transição entre o anunciado encerramento do IMAR e a ativação de um Centro de Investigação da Universidade dos Açores designado por Okeanos.
Não é aceitável que se siga um caminho que tenha como consequência ou vise a contínua desvalorização e esvaziamento do prestigiado e reconhecido pólo de investigação científica da Universidade dos Açores na cidade da Horta. Para tal, o PCP estará alerta na sua defesa de forma intransigente."