A Direção da Organização da Região Autónoma dos Açores do PCP (DORAA) esteve reunida no fim-de-semana, na cidade da Horta, para analisar a situação política e social nacional e regional e definir as principais linhas de intervenção política, as prioridades de trabalho do PCP Açores e a preparação das eleições da Assembleia da Republica.
A Direção Regional do PCP Açores analisou a proposta de Decreto Legislativo Regional n.º 041, sobre a organização e a gestão curricular, que se encontra em discussão na Comissão de Assuntos Sociais.
Esta proposta é, na verdade, a reprodução da reforma curricular do PSD/CDS-PP, imposta pelo ministro Crato, que resultou na eliminação de 30 mil horários. Apenas com uma intenção economicista, pretende a redução de custos com pessoal docente, degradando as condições de ensino e sobrecarregando ainda mais os professores e os alunos dos Açores – o que é, para nós, inaceitável!
A abstenção também é um voto. No caso das eleições do passado domingo não terá sido forçosamente motivada apenas pelo alheamento ou o desinteresse do eleitor, mas terá sido também um exercício livre e consciente de cidadania que importa respeitar. Em 2014, sob a intromissão e a pressão austeritária, redutora e empobrecedora da troika, muitos eleitores eurocéticos optaram por engrossar a voz daqueles que no país maior oposição fizeram ao resgate da UE e do FMI: a CDU. Em 2019 muitos destes votos ficaram ou regressaram à abstenção fosse por abrandamento do seu euroceticismo ou pela errada suposição de que a CDU, por dar suporte parlamentar a um governo europeísta na República, teria baixado a bandeira da defesa dos interesses portugueses em Bruxelas e do criticismo relativo a esta Europa e aos seus tratados restritivos e bloqueadores da soberania nacional e do desenvolvimento.
No dia 17 de maio, Catia Benedetti, candidata da CDU ao Parlamento Europeu, percorreu a ilha do Faial a fim de contatar diretamente com a população das várias localidades. Através do diálogo com os residentes das diversas freguesias procurou-se esclarecer a importância das políticas da União Europeia no dia a dia das pessoas, procurando combater o desinteresse ou o desencantamento que se manifestam na cada vez mais elevada taxa de abstenção.
A CDU procurou transmitir a mensagem central relativa a este assunto: abster-se, mesmo que as pessoas o façam pensando assim exprimir o seu protesto contra os muitos aspetos negativos das políticas regionais, nacionais ou europeias, nunca é uma escolha eficaz. Pelo contrário, a abstenção é o mais desejado dos votos para as forças políticas dominantes, pois as reforça e impede a mudança que só será possível se as pessoas concentrarem a sua escolha em quem de facto as representa.